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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Desenvolvimento integral é o foco do PETI

O Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI) atende aproximadamente 170 crianças e adolescentes de 7 a 14 anos em Umuarama. Seguindo as diretrizes do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), integra os esforços do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) e do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS).
“O PETI é um programa preventivo, que estimula a potencialidade das crianças e adolescentes”, explica a secretária Marcela Laino Verrilo (Ação Social). Buscando o desenvolvimento integral, oportuniza acesso à escola formal, saúde, alimentação, esporte, lazer, cultura e profissionalização, bem como a convivência familiar e comunitária. Os profissionais travam contato não apenas com crianças e adolescentes em situação de risco, já que o PETI está inserido no cotidiano da população que comumente tem os direitos violados, incluindo idosos e famílias inteiras. O foco do PETI (criado em 2000) passou por diversas mudanças ao longo dos anos, seguindo as tendências da realidade brasileira.
“Nos dias atuais, acabam sendo poucos os casos de crianças trabalhando como sorveteiro ou engraxate, por exemplo. A realidade das crianças, adolescentes e suas famílias, entretanto, continua exigindo um trabalho intenso. Envolve, por exemplo, a formação dos menores, sua segurança e outros aspectos”, ressalta Verrilo.

Contraturno
O contraturno do programa oferece aulas de violão, coral, teatro, artesanato e karatê. As atividades recreativas incluem futebol, vôlei e outras modalidades, mas buscam, sobretudo, resguardar a magia de brincadeiras eternizadas por várias gerações, como jogar bolinhas de gude. Além do PETI Central (que funciona no CRAS localizado no cruzamento das avenidas Apucarana e São Paul0), são mantidos núcleos nos distritos de Serra dos Dourados e Lovat. É necessário que crianças e adolescentes possuam matrícula e frequência escolar mínima de 85%.

LEG
Atividades do contraturno reforçam preocupação com todas as etapas da formação das crianças e adolescentes

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terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Retina artificial pode ajudar alguns cegos a enxergar

 
Por duas décadas, Eric Selby não enxergava e dependia de um cão-guia para se locomover. Mas depois de receber o implante de uma retina artificial em seu olho direito, ele pode detectar coisas normais, como o meio-fio e a calçada enquanto caminha pela rua.
"Basicamente, são flashes de luz que você tem que traduzir em seu cérebro, mas é incrível que eu possa ver alguma coisa", disse Selby, um engenheiro aposentado de Coventry, na região central da Inglaterra.
Há mais de um ano, o homem de 68 anos recebeu um implante artificial chamado de Argus 2, feito pela empresa norte-americana Second Sight, inserido cirurgicamente em seu olho direito. Reguladores holandeses são esperados nas próximas semanas para decidir sobre o pedido da empresa para comercializar o aparelho na União Europeia. Se a reposta for positiva, o implante será a primeira retina artificial disponível para venda.
Ele funciona com uma câmera de vídeo minúscula e um transmissor, instalados em um par de óculos e um pequeno computador wireless.
O computador processa as cenas captadas pela câmera e as converte em informações visuais na forma de um sinal eletrônico que é enviado ao implante. O dispositivo estimula as células sadias que restam na retina, fazendo com que elas retransmitam os dados para o nervo óptico.
Em seguida, a informação visual move-se para o cérebro, onde é traduzida em padrões de luz que podem se transformar na forma do contorno de um objeto. Os pacientes precisam aprender a interpretar os flashes de luz. Por exemplo, eles podem decodificar três pontos brilhantes como os três pontos de um triângulo.
O implante é indicado apenas para pessoas com um tipo específico de problema de retina, hereditário, quando as pessoas ainda têm algumas células funcionais. Elas devem ter sido capazes de enxergar no passado e seus nervos ópticos devem estar a funcionando. Cerca de uma em 3.000 pessoas são cegas devido a um deste grupo de doenças hereditárias, chamada retinite pigmentosa, e podem se tornar potenciais beneficiárias pela retina artificial.
O dispositivo custa um preço muito alto --cerca de US$ 100.000. Na Inglaterra, o serviço nacional de saúde, por vezes, paga caro por novas tecnologias para um pequeno número de pacientes, segundo Lyndon da Cruz, um dos médicos que testou a retina artificial, do Moorfields Eye Hospital, em Londres.
Ele disse que se a retina artificial permite que os pacientes sejam mais auto-suficientes, o implante pode sair mais barato do que os gastos com saúde dos governos.